A MÚSICA
...em tempos e gerações:
Capítulo I
INTRODUÇÃO
Antes do aparecimento da escrita, o canto, a dança e a música em geral eram já extraordinários meios de transmissão das crenças e saberes, veículos de instrução, instrumentos da religião, antídotos contra o medo da guerra, a melhor forma de comunicar com divindades ou de transmitir de geração em geração histórias e experiências.
Nos primeiros mil e quinhentos anos do Cristianismo, as culturas musicais do Ocidente e do Oriente seguiram caminhos diferentes.
No Ocidente, a Igreja desenvolveu uma cultura musical sacra que dominou por completo a música profana.
Na India, China e Japão formaram-se e consolidaram-se tradições musicais com forte identidade, em muitos casos ligadas aos diversos géneros de representação teatral.
No final do século XV iniciou-se, na Europa, a história da música moderna, que ecoava na corte graças à crescente especialização dos autores e dos executantes.
Nasceu o melodrama e, com o Barroco, a música conheceu a linguagem da exuberância e da fantasia, à qual está intimamente ligada a personalidade fantástica de Johann Sebastian Bach.
Na África a música é descoberta atravéz de sons caracteristicos, provenientes da natureza, como zumbidos de insectos, ruidos de animais, o bater de ramos e troncos, proporcionando ao mesmo tempo com as batiadas das palmas da mão, cânticos que ecoavam, inspirados na bravura e coragem dos povos de cada tribo que se juntavam à volta da fogueira e provocando uma dança de saltos e lutas guerreiras.
Carlos Botto
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